DEZEMBRO DE 2007

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1ª Eucaristia:

E a nave da Igreja ficou pequena!
Dia 18 de novembro 79 crianças realizaram sua 1ª Eucaristia em nossa paróquia. Com a presença maciça de parentes e amigos delas a nave da Igreja ficou apertada para acolher a todos.
Esta foi a última turma a concluir a catequese iniciada este ano. Há turmas ainda em processo, mas que só concluirão no próximo ano.
Em 2008 uma nova turma deve começar em março, sendo que as inscrições aos interessados se iniciam na 2ª quinzena de janeiro.
A criança para participar da catequese deve trazer certidão de nascimento e de batismo e deve estar estudando. É desejável que ela esteja com nove anos completos ou a completar.
É muito importante também que os pais participem do processo de catequese. Alguns pais vêm nos pergunto o tempo de duração da catequese. A resposta deveria ser a vida toda...
Fazer a 1ª Eucaristia deve ser uma conseqüência natural da vida da pessoa que freqüenta a igreja indo às missas, participando das festas, conhecendo a comunidade, os rituais. Não pode ser apenas uma tradição como o alistamento militar.
Esperamos que estes 79 jovens continuem a lotar nossa assembléia todos os domingos, inclusive emendas de feriados e férias. E que seus pais e amigos venham comungar conosco como fizeram dia 18 de novembro. Vocês também fazem parte e quando não vêm fazem falta.

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Encontro de Corais:

No mês de outubro nossa paróquia realizou o XIV encontro de Corais.
Já é uma tradição. Mesmo tendo se ausentado por dois anos de nosso calendário, todo ano, cerca de oito corais de igrejas, escolas, comunidades, vêm participar conosco deste encontro.
A igreja estava lotada como sempre. As pessoas sempre vêm prestigiar este evento e também colaboram com alimentos para as obras sociais.
Nosso Coral sob a regência de Dona Jonice continuou a mostrar seu brilhantismo que garante o público, a participação e a certeza que ainda teremos muitos outros encontros maravilhosos como esse.
Parabéns todos os Corais que compareceram e obrigada por garantir um fechamento tão glorioso às festividades do mês da nossa padroeira.

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Capela São Gabriel

Não completou nem 30 anos, mas já é adulta e madura o suficiente para nos admirar a bastante tempo.
A comunidade da Capela São Gabriel esbanja entusiasmo, criatividade, ativismo e não raro nos pega boquiabertos perguntando: como é que eles conseguiram? Eles dispõem de todos os ministérios e pastorais.
A empolgação de sua “turma” liderada pela Marinete já fez multiplicar o espaço e se encontra em campanha pela colocação de laje no Centro Comunitário. Lá no Centro Comunitário atuam os Vicentinos atendendo cerca de trinta famílias e a proposta é que o local também venha a servir também de Salão Paroquial e acolher festas e encontros de maneira mais confortável.
A celebração da Santa Missa ocorre todos os domingos às 8:30 horas e na última quarta-feira do mês no seu segundo endereço, à rua Virgílio Sacato,131.
A capela São Gabriel que nasceu em doze de fevereiro de 1980 faz parte de nossa paróquia. Com ela dividimos boa parte de nossos eventos e os últimos 27 anos de história. Precisamos nos alimentar de sua disposição para superar obstáculos e desafios, pois bons exemplos precisam ser seguidos.

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Encontro do CPP com Dom Joaquiam

Dom Joaquim Justino Carreira, bispo auxiliar na Região Santana, promoveu em novembro uma série de reuniões com os Conselhos Paroquiais de Pastoral (CPP) de cada setor com objetivo de integrar as pastorais e incrementar a unidades nos setores.
No dia 7, ele se reuniu com membros do CPP do Setor Tucuruvi na Paróquia Santa Terezinha. Durante o encontro, Dom Joaquim inicialmente fez uma Lectio Divina, meditação sobre a Palavra, tomando como base o Evangelho de São Mateus que fala que o cristão é sal da terra (Mt 5, 13-16).
Em seguida, o bispo fez uma retrospectiva histórica da Igreja, evidenciando que ela é “‘criação de Deus, construção de Cristo, animada e habitada pelo Espírito’ (Ef 2,22), e constituída como Corpo de Cristo por meio do Evangelho (Ef 3,6)”.
“ A Igreja, como ‘comunidade de amor’ é chamada a refletir a glória do amor de Deus, que é comunhão, e assim atrair as pessoas e os povos para Cristo”, afirmou Dom Joaquim.
Entre as comunidades eclesiais, nas quais vivem e se formam os discípulos de Cristo, sobressaem as paróquias que são chamadas a ser casas e escolas de comunhão.
“É necessário que nossas paróquias se tomem missionárias. O número de católicos que chegam à celebração dominical é limitado; é imenso o número dos distanciados, assim como o número daqueles que não conhecem a Cristo. A renovação missionária das paróquias se impõe, tanto na evangelização das grandes cidades como do mundo rural de nosso Continente, que está exigindo de nós imaginação e criatividade para chegar às multidões que desejam o Evangelho de Jesus Cristo”, expressou Dom Joaquim.
O bispo conclamou a todos para a participação e salientou a importância da pastoral de conjunto, para nenhuma busque querer aparecer mais que a outra. Somos ladrões da gloria de Deus quando atribuímos a nós o que vem de Deus, não considerando como dons de Deus, e estes são sempre para os outros, lembrou o bispo.
Salientou o bispo que está pedindo aos setores que desenvolvam atividades comuns, pois as paróquias não podem se isolar. Por isso, ele está elegendo, em cada setor, padres ou diáconos responsáveis por pastorais, afim de ajudar os fieis.

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Segunda Etapa do ECC

Como ocorreu na primeira etapa a segunda etapa do Encontro de Casais com Cristo teve a participação de vários casais, o encontro foi realizado nos dias 23,24 e 25 de novembro na Paróquia Santa Terezinha. Após o término do 2ª etapa muitos casais que ainda não fazem parte de pastorais, entenderam o significado do ECC e já se colocaram a disposição para participar ou ajudar uma pastoral dentro da sua comunidade .
As palestras que foram ministras fizeram com que os participantes entendessem ainda mais o significado e o objetivo do ECC, para que as comunidades possam ter mais pessoas trabalhando. Como é muito difícil encontrar pessoas dispostas a contribuir com a Igreja, o ECC com seu trabalho mostra o real valor das pessoas trabalhando na comunidade.
Ao terminar o encontro muitos casais já se mostraram interessados em se inscreverem para o terceira etapa. É sempre bom lembrar que o casal que tiver vontade de participar do ECC deve procurar a secretaria de sua paróquia para fazer a inscrição.

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Vaticano Beatifica Primeiro Indígena da América do Sul

Ceferino Namuncurá se transformará neste domingo no primeiro indígena a ser beatificado na Argentina e na América do Sul, em uma cerimônia presidida pelo secretário do Vaticano Tarcisio Bertone em Chimpay, cidade natal do nativo mapuche, na Patagônia.
Milhares de pessoas chegavam ao santuário na província de Río Negro para homenagear Ceferino, cuja beatificação decretada pelo papa Bento XVI será oficializada hoje, em uma cerimônia lida em espanhol e mapuche. Em seu Angelus deste domingo na Praça de São Pedro, Bento XVI pediu que Ceferino "interceda" pela Argentina.
Ceferino fez o milagre que decidiu sua beatificação com Valeria Herrera, 31 anos, que hoje foi à capela do santuário em Río Negro. Herrera soube que tinha câncer de útero no ano 2000 e, desesperada, lembrou da devoção de sua avó por Ceferino, a quem rezou para que pedisse a Deus por sua saúde.
" Precisas do milagre, então faça-o comigo porque sabes que tenho trabalhado entre os seus (com missionária católica na África) e quero continuar com isto. Me dê a mão, faça este milagre comigo", pediu Herrera a Caferino.
Dois dias depois, os médicos constataram atônitos que o tumor havia desaparecido. O milagre foi decisivo para que o papa firmasse, em julho passado, o decreto de beatificação de Ceferino. Para a cerimônia de hoje, quando são esperadas 100 mil pessoas, foi montado um gigantesco palco que será ocupado por Bertone, o cardeal primaz da Argentina, Jorge Bergoglio, e cerca de 50 bispos da América Latina.
Ceferino nasceu em 26 de agosto de 1886, filho do cacique Manuel Namuncurá, herdeiro do cacique Calfucurá. Calfucurá foi um legendário chefe mapuche que liderou uma longa resistência contra os colonizadores da Patagônia.
Durante uma sangrenta campanha militar - qualificada de genocídio pelos historiadores - foram aniquilados ou expulsos de suas terras milhares de mapuches, tehuelches e ranqueles, que até então dominavam a Patagônia.
Aos 11 anos, Caferino pediu para ir estudar em Buenos Aires e entrou para um colégio da comunidade dos Salesianos, onde aprendeu espanhol e se adaptou à vida dos "brancos", mas sem renegar suas origens. Ceferino, que queria ser padre, viajou ao Vaticano e conheceu o papa Pio X antes de morrer em 1905, de tuberculose. Os restos de Ceferino foram repatriados em 1924 e se encontram no santuário de María Auxiliadora, em Fortín Mercedes, na província de Buenos Aires.

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DNJ Reúne 3 Mil Jovens em São Paulo

A Arquidiocese de São Paulo promoveu no dia 28 de Outubro, no Colégio Salesiano Mazzarelo Santa Terezinha, as comemorações do Dia Nacional da Juventude ou DNJ que se realiza em várias capitais brasileiras.
As 10h teve início as conferências sobre Meio Ambiente e após as oficinas elaboradas por jovens durante as oficinas tinha bandas de várias paróquias da Arquidiocese tocando para o público. Teve início às 15h a celebração eucarística presidida pelo Cardeal e Arcebispo de São Paulo: Dom Odilo Pedro Scherer e concelebrada pelos seus bispos auxiliares: Dom Pedro Luis Stringhini, responsável pelo setor Juventude, Dom João Mamede, da Região Episcopal Lapa, Dom Joaquim Justino Carreira, da Região Episcopal Santana e Dom Tomé Ferreira, da Região Episcopal Belém, além de alguns Padres conhecidos: Padre Hélio, responsável pelas Vocações na Região Santana, Padre Toninho, responsável pelos Coroinhas da Região e Padres das maiores entidades Salesianas da capital: Padre André, do Salesiano Bom Retiro (Instituto Dom Bosco) e o Padre Toninho do Salesiano Santa Terezinha, além de vários Diáconos e Seminaristas.
A Pastoral da Juventude conduziu o Ato Penitencial, destacando um de nossos jovens: Danilo Garcia Reis de Oliveira, que destacou o Livro dos Gênesis e a não-realização do projeto sonhado por Deus.
“ Essa é a Segunda vez que participo do DNJ, na ultima edição fiz um texto falando que todos os jovens tem direitos e deveres perante a Sociedade, mas foi no final do dia e embaixo de chuva, nessa edição, foi mais difícil, fazer o Ato Penitencial para o nosso mais novo Cardeal, mesmo com um frio na barriga mais fui e depois Dom Odilo fez questão de ressaltar o que a juventude precisa: Atenção” disse Danilo Garcia após a Celebração.
Os nossos jovens do Crisma estavam frente a frente com Dom Odilo a celebração inteira, ouvindo tudo o que ele estava dizendo em sua homilia. No final da celebração nosso Cardeal recebeu uma salva de palmas em um famoso ‘ola’ muito conhecido nos estádios e ginásios.
A Juventude acolheu carinhosamente a presença de Dom Odilo, na edição de 2006, foi marcada como a última celebração de Dom Cláudio Hummes, quase um anos depois Dom Odilo Pedro Scherer é nomeado Arcebispo de São Paulo, e dois dias antes do DNJ, ele foi nomeado Cardeal de São Paulo.

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Editorial

Natal é a celebração do grande amor de Deus, o dia em que Deus nasceu no mundo, trazendo paz, luz, amor, esperança, uma nova aliança, uma nova vida. O Filho de Deus, Jesus de Nazaré, nasceu em Belém, como uma criança humilde e marginalizada e encontrou todos e todas neste mundo, oferecendo-lhes a presença e a reconciliação de Deus. Em torno deste acontecimento há muitas decisões e tradições herdadas do passado.
O Natal é uma festa cristã que marca uma Solidariedade Universal. Isso, porque foi no dia 25 de dezembro que nasceu Jesus Cristo, filho de Deus. Como toda festa religiosa, o Natal é cheio de símbolos.Alguns deles são:
Presépio - os três Reis Magos: Melchior, Baltasar e Gaspar foram guiados pela estrela de Belém, até chegarem ao local do nascimento de Jesus, levando em oferenda ouro, incenso e mira.
A visita relatada no Evangelho de São Mateus, não traz tantos detalhes, mas, ao longo dos séculos, foi-se acrescendo a esse episódio uma série de dados que deram ao perfil peculiar a essas três figuras. O presépio conta essa estória e ainda ilustra o cenário bucólico do nascimento de Jesus.
Á rvore de Natal – simboliza a chegada da primavera . Do ponto de vista religioso, o verde da árvore simboliza esperança. Dizem também que sua forma triangular significa a Santíssima Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

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Origem do Natal

Universal, abrangente, calorosa ¬ assim é a festa de Natal, que envolve a todos. Uma das mais coloridas celebrações da humanidade, é a maior festa da cristandade, da civilização surgida do cristianismo no Ocidente. Época em que toda a fantasia é permitida. Não há quem consiga ignorar a data por mais que conteste a importação norte-americana nos simbolismos: neve, Papai Noel vestido com roupa de lã e botas, castanhas, trenós, renas.
Até os antinatalinos acabam em concessões, um presentinho aqui, outro acolá. Uma estrelinha de Belém na porta de casa, uma luzinha, um mimo para marcar a celebração da vida, que é o autêntico sentido da festa. Independente do consumismo, tão marcante, o Natal mantém símbolos sagrados do dom, do mistério e da gratuidade.
Na origem, as comemorações festivas do ciclo natalino vêm da distante Idade Média, quando a Igreja Católica introduziu o Natal em substituição a uma festa mais antiga do Império Romano, a festa do deus Mitra, que anunciava a volta do Sol em pleno inverno do Hemisfério Norte. A adoração a Mitra, divindade persa que se aliou ao sol para obter calor e luz em benefício das plantas, foi introduzida em Roma no último século antes de Cristo, tornando-se uma das religiões mais populares do Império.
A data conhecida pelos primeiros cristãos foi fixada pelo Papa Júlio 1º para o nascimento de Jesus Cristo como uma forma de atrair o interesse da população. Pouco a pouco o sentido cristão modelou e reinterpretou o Natal na forma e intenção. Conta a Bíblia que um anjo anunciou para Maria que ela daria a luz a Jesus, o filho de Deus. Na véspera do nascimento, o casal viajou de Nazaré para Belém, chegando à noite de Natal. Como não encontraram lugar para dormir, eles tiveram de ficar no estábulo de uma estalagem. E ali mesmo, entre bois e cabras, Jesus nasceu sendo enrolado com panos e deitado em uma manjedoura.
Pastores que estavam próximos com seus rebanhos foram avisados por um anjo e visitaram o bebê. Três reis magos que viajavam há dias seguindo a estrela guia igualmente encontraram o lugar e ofereceram presentes ao menino: ouro, mirra e incenso. No retorno, espalharam a notícia de que havia nascido o filho de Deus.
O Ciclo Natalino
* Rúbia Lóssio

Meu São José dai-me licença
Para o Pastoril dançar,
Viemos para adorar
Jesus nasceu para nos salvar."


O ciclo natalino inicia-se na véspera do Natal, 24 de dezembro, e vai até o dia de Reis, 6 de janeiro. Para acompanhar esse período, é preciso manter a ingenuidade de uma criancinha, a esperança de um amanhecer ensolarado, a ternura de um botão de rosas e a leveza de uma linda borboleta no ar. A emoção do povo é revelada nos folguedos natalinos através de sua ação dramática. Temos vários folguedos natalinos, como o pastoril, o bumba-meu-boi, a cavalhada, a chegança, que fazem referências à Noite de Festas e ao grande dia em que Jesus nasceu. Desses folguedos, o mais tipicamente natalino é o pastoril religioso, que tem em sua essência a temática da visitação dos pastores ao estábulo de Belém onde Jesus nasceu.

Há registros sobre o pastoril desde da Idade Média. Em Portugal são conhecidas as peças de Juan de Encina e Gil Vicente, baseadas em temas populares anteriores, segundo o professor Roberto Benjamin. Como denominação popular do pastoril, temos a Lapinha, que desaparecera quase completamente, cedendo lugar aos pastoris. Câmara Cascudo descreve que a Lapinha "era representada na série dos pequeninos autos, diante do presépio, sem intercorrência de cenas alheias ao devocionário. “Os presépios foram armados em Portugal desde 1391, quando as freiras do Salvador fizeram o primeiro.” O presépio designa o estábulo ou o curral, lugar onde se recolhe o gado, e representa as cenas do nascimento de Jesus em Belém. Há também uma diferença terminológica decorrente de sua grandiosidade. Ou seja, se o era grande, rico e bonito, era chamado de Presépio; se era pobre, pequeno e despojado, era uma Lapinha.
Mas, o que ficou na tradição foi a queima da Lapinha, no dia 6 de janeiro, pois só por volta do século XVI, três séculos após a criação da simbologia do presépio, teve início a dramatização da cena da Natividade, com contos populares, danças e produção literária anônimas, como registra Geninha da Rosa Borges. Pereira da Costa relata que "o pastoril era, a princípio, a representação do drama hierático, o nascimento de Jesus Cristo, o presépio dos bailados e cantos próprios. Conta a lenda que São Francisco de Assis, querendo comemorar de maneira condigna o nascimento de Jesus, no ano de 1223, entendeu de fazer uma representação do maior acontecimento da Cristandade. Obteve licença do Papa e fez transportar para uma gruta um boi, um jumento e uma manjedoura, colocando o menino Jesus sobre a palha, ladeado pelas imagens de Nossa senhora e São José.
Dentro dessa gruta, celebrou uma missa, assistida por um grande número de frades e camponesas das redondezas. Durante o sermão, pronunciou as palavras do Evangelho: "colocou-o num presépio, apareceu-lhe nos braços um menino todo iluminado", e a partir daí, a representação dos presépios tornou-se comum e espalhou-se por todo o mundo. O aparecimento do presépio em Pernambuco vem, talvez, do século VI, no Convento Franciscano em Olinda. Mário Souto Maior comenta que, "com o passar dos anos, o presépio, que era representação estática do nascimento de Jesus Cristo, até os fins do século VIII, começou a ter a sua forma animada pelas pastorinhas cantando loas, com a participação do velho, do pedegueba". Câmara Cascudo define o pastoril como "cantos, louvações, loas, entoadas diante do presépio na noite do Natal, aguardando-se a missa da meia-noite. Representavam a visita dos pastores ao estábulo de Belém, ofertas, louvores, pedidos de bênção. Os grupos que cantavam vestiam-se de pastores, e ocorria a presença de elementos para uma nota de comicidade, o velho, o vilão, o saloio, o soldado, o marujo, etc. Os pastoris foram evoluindo para os autos, pequeninas peças de sentido apologético, com enredo próprio divididos em episódios que tomavam a denominação quinhentista de "jornadas" e ainda a mantêm no nordeste do Brasil..." Nas jornadas, que eram um grande atrativo do pastoril, realçava-se o estilo dramático, fazendo com que os partidários atirassem flores, lenços de seda e até chapéus. (...)
Assistir a uma encenação do pastoril, que seduz e encanta, revelando de maneira maravilhosa a estonteante beleza do Ciclo Natalino, traduzida nos rostos das pastoras, é deslumbrar-se com um espetáculo único do povo brasileiro.

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